Disco de Vinil
Estórias em Vinil
Capa do ep homónimo de Mário Bessa e Os Vikings

Mário Bessa e os Vikings

Mário Bessa e os Vikings

Lançado pela Rapsódia em 1971, o segundo EP de Mário Bessa documenta bem as mudanças que a cena musical portuguesa atravessava.

Comparado com o primeiro disco do cantor, que tinha sido gravado com apenas 19 anos, é notório o endurecimento do som: em vez da orquestra dirigida por Rocha Oliveira, Bessa aparece agora secundado pelo conjunto Os Vikings, perseguindo os ditames do rock que vinha de fora.

Para essa atualização contribuiu a Casa Gouveia Machado - situada na Rua de São José, em Lisboa -, que desde sempre apoiara os jovens rockeiros portugueses na aquisição de instrumentos musicais mediante condições de pagamento simpáticas. Neste caso parece mesmo ter oferecido (ou emprestado) os pedais de efeitos - como é mencionado no verso da capa -, tão necessários para conseguir um som diferenciador.

Agradecimento à Casa Gouveia Machado na capa de um disco de vinil

Mas - e apesar de serem ainda notórios os maneirismos vocais típicos do cançonetismo -, não era só o som que sofria uma atualização. Os temas das canções, mais ou menos óbvios, acompanhavam a dureza do som, tratando os horrores da guerra ultramarina e a violência psicológica do serviço militar obrigatório.

Curiosamente, Mário Bessa tinha escrito em 1965 algumas canções para Um Cão e Dois Destinos, um filme de Alain Bornet que fala da amizade nascida entre um menino e uma menina quando esta acompanha o irmão a Lisboa para este cumprir o serviço militar.

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