Disco de Vinil
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Um pormenor de uma sala com uma móvel com discos de vinil, gira-discos e amplificador

Do gira-discos às colunas: o que é preciso para ouvir um disco de vinil

Este artigo destina-se a quem está a dar os primeiros passos no mundo do vinil e pretende configurar um sistema de som adequado à reprodução dos seus discos. Mencionaremos primeiro os componentes indispensáveis, resumindo no final do artigo as configurações possíveis para a audição de um disco de vinil.

O gira-discos

O primeiro componente essencial é o gira-discos, assumindo que ele possui já uma célula e a respetiva agulha. A partir do momento em que esta peça fundamental está assegurada, as opções são várias, mas todas obedecem a uma lógica comum: a do percurso do sinal elétrico que é gerado na célula montada no braço do gira-discos e que termina nas ondas sonoras emitidas pelos altifalantes. Sigamos esse percurso.

O pré-amplificador

O sinal elétrico gerado pelo contacto da agulha com as espiras do disco é muito ténue. Por isso, antes que ele possa ser processado por um amplificador, o seu nível tem de ser aumentado. É aqui que entra o segundo componente necessário para a reprodução de música em vinil: o pré-amplificador. Este poderá já estar incorporado no gira-discos - no caso de modelos mais recentes - ou no próprio amplificador. Mas se não se verificar nenhuma destas condições, terá de existir um pré-amplificador externo.

O amplificador

Tendo o gira-discos e o pré-amplificador assegurados, precisará em seguida de um amplificador. Como dissemos acima, alguns amplificadores já incluem pré-amplificador: se possuirem uma entrada "phono", quer dizer que dispensam pré-amplificação. É através do amplificador que o sinal é finalmente trazido a um nível adequado para ser reproduzido pelos altifalantes, ou seja, pelas colunas.

As colunas

As colunas são o componente final do sistema. Geralmente subentende-se que quando falamos de colunas num sistema de som nos referimos a colunas passivas, ou seja, sem alimentação elétrica autónoma. Contudo, também é possível utilizar colunas ativas e neste caso pode-se dispensar o amplificador. Mas convém notar que as colunas ativas a utilizar terão de ter um botão de regulação de volume, caso contrário o sinal elétrico seria transmitido às colunas na sua amplitude máxima, o que poderia danificá-las, já para não dizer que tornaria impraticável uma audição normal. Se as colunas não possuírem regulação de volume própria, será necessário adicionar ao circuito - entre o gira-discos e as colunas - um controlador de volume externo.

Uma opção limitadora: auscultadores em vez de colunas

Podemos ainda mencionar a possibilidade de dispensar as colunas em detrimento de auscultadores. Claro que a maioria dos amantes de vinil desejará sobretudo uma audição tradicional, mas esta pode ser uma modalidade viável para quem queira sobretudo ouvir música a horas tardias e não queira incomodar os vizinhos.

Uma alternativa possível, mas...

Por uma questão de rigor referimos ainda uma última possibilidade para a audição de discos de vinil, que desde já desaconselhamos. O ressurgimento que este formato conheceu nas últimas décadas originou o aparecimento no mercado de uma gama de gira-discos que dispensam equipamento adicional. Isto é, têm incorporados amplificação e altifalantes. Como seria de esperar, e especialmente tendo em conta o baixo preço deste tipo de unidades, que apostam mais na estética vintage como argumento de venda, a qualidade de reprodução é má, acabando por ir contra uma das principais vantagens do vinil, que é precisamente a organicidade do seu som. Resumindo: são unidades mais para ser vistas do que ouvidas.

O equipamento determina a qualidade que se consegue extrair do disco de vinil

Finalmente, há que referir que a escolha dos diversos componentes de um sistema de som irá determinar a qualidade da reprodução dos seus discos. Uma configuração que inclua um amplificador autónomo garantirá à partida melhores resultados, mas tudo dependerá da qualidade desse e dos outros componentes do sistema de som. Por exemplo, de pouco serve ter um excelente amplificador se a célula do gira-discos ou as colunas forem de fraca qualidade.

Possíveis configurações de equipamento para a audição de discos de vinil:

Opção 1: gira-discos, amplificador com entrada phono e colunas passivas

Opção 2: gira-discos, pré-amplificador externo, amplificador (sem entrada phono) e colunas passivas

Opção 3: gira-discos com pré-amplificador incorporado e colunas ativas com regulação de volume

Opção 4: gira-discos com pré-amplificador incorporado, controlador de volume e colunas ativas (sem regulação de volume)

Opção 5: gira-discos, pré-amplificador externo e colunas ativas com regulação de volume

Opção 6: gira-discos, pré-amplificador externo, controlador de volume e colunas ativas (sem regulação de volume)

Opção 7: qualquer das opções anteriores com auscultadores em vez de colunas

Opção 8: gira-discos com amplificação e altifalantes integrados (desaconselhado)

Nota: dependendo das especificidades dos componentes, poderá ser necessária a aquisição de cabos e/ou adaptadores adicionais.

Dê início à sua aventura sonora

Caberá a cada um analisar as suas ambições auditivas, explorar a oferta no mercado e definir um orçamento à medida, sabendo que haverá sempre margem para melhorar a qualidade de som no futuro substituindo ou adicionando alguns componentes. Se não tem a certeza, comece por uma configuração básica com equipamentos de qualidade razoável. Uma coisa é certa, esperam-no bons momentos de lazer e descontração na companhia dos seus discos de vinil favoritos!

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